Analisar a postura de outro professor é um tanto complicado, pois de certa forma, impessoalmente trata-se de um colega de trabalho. Por isso escrevo esse acontecimento com tranqüilidade, pois quando ele aconteceu eu me encontrava na posição de aluno.
O titulo da postagem pode parecer um pouco ofensivo, mas não é. Eu simplesmente não consegui colocar outro.
Tenho uma amiga, com a qual posso conversar por horas, dias, semanas, e mesmo assim não me canso. Possuímos uma grande ligação mental, e por isso combinamos de várias maneiras, em dezenas de opiniões e idéias. “Mocréias Sem Vocação” seria o titulo do Trabalho de Conclusão de curso dessa minha amiga na faculdade, onde nele seriam feitas análises de situações que provam a existência de vários professores que não possuem um pingo de talento e vocação. Mas o medo de que houvesse uma Mocréia sem Vocação na banca de avaliação do trabalho, fez com que essa minha amiga desistisse dessa Grande Idéia de projeto de pesquisa. Uma pena, uma grande pena.
Devido a esse motivo, não pude escolher um outro titulo para o fato que irei contar. Esse título é simplesmente delicioso, rs! E descreve muito bem a professora que me causou um trauma que persiste até hoje. Podem rir a vontade dessa história, eu deixo, rs. Ela é de um absurdo tão grande que se torna até engraçada.
Não vou especificar a idade que eu tinha quando passei por essa situação, mas vou dizer que foi entre meus 5 e 8 anos de idade. Muitos me perguntam como consigo lembrar dela com tantos detalhes, mas foi uma situação tão complicada naquele momento, tão humilhante, que me lembro até da roupa que a professora estava, a sala de aula em que isso ocorreu, a posição da professora na sala de aula. Lembro-me de absolutamente tudo. Vamos ao fato então:
Devido a esse motivo, não pude escolher um outro titulo para o fato que irei contar. Esse título é simplesmente delicioso, rs! E descreve muito bem a professora que me causou um trauma que persiste até hoje. Podem rir a vontade dessa história, eu deixo, rs. Ela é de um absurdo tão grande que se torna até engraçada.
Não vou especificar a idade que eu tinha quando passei por essa situação, mas vou dizer que foi entre meus 5 e 8 anos de idade. Muitos me perguntam como consigo lembrar dela com tantos detalhes, mas foi uma situação tão complicada naquele momento, tão humilhante, que me lembro até da roupa que a professora estava, a sala de aula em que isso ocorreu, a posição da professora na sala de aula. Lembro-me de absolutamente tudo. Vamos ao fato então:
Era dia 01 de Junho. Lembro-me do dia pois é meu aniversário. Estávamos sentados todos na sala de aula, e incrivelmente me lembro que era uma aula de Matemática, pois tenho uma vaga imagem de números desenhados no quadro. Nesse dia não era somente o meu aniversário, um menino da sala de aula chamado Diego, também estava aniversariando. Esse Diego era muito querido pela professora, e isso era extremamente perceptível por todos nós alunos. Ela sempre dava preferência para ele, em tudo. Ele era a referência de bom aluno para todos nós “péssimos” alunos da sala de aula. Até os erros do Diego eram acertos. Todos queriam ser como Diego, mas não para SER o Diego, mas sim para RECEBER a atenção da professora que só ele recebia.
A professora, claro, não esqueceu o aniversário do Diego. Ela já logo entrou na sala de aula com uma cara de “Parabéns pra Você” e abraçou o Diego, que estava super feliz. Em voz alta a professora disse para a sala toda:
A professora, claro, não esqueceu o aniversário do Diego. Ela já logo entrou na sala de aula com uma cara de “Parabéns pra Você” e abraçou o Diego, que estava super feliz. Em voz alta a professora disse para a sala toda:
Professora: (Com uma alegria incontrolável) Crianças, crianças! Silêncio! (A sala se aquietou). Hoje é aniversário do Diego, vamos cantar “parabéns” para ele!
A sala toda cantou “Parabéns pra Você” para o Diego, com grande alegria. Todos amavam Diego, ou melhor, amavam o que ele tinha de diferente para ser tão elogiado pela professora.
POXA! ERA O MEU ANIVERSÁRIO TAMBÉM!
Mas é claro que a professora não se lembrou. Claro, como ela poderia se lembrar do meu aniversario se eu não era o Diego? Seria esforço demais pra ela, rs!
Minha coleguinha que sentava na carteira da frente, logo percebeu que eu estava muito triste com a situação. Essa menina se chamava Renata e logo ela me perguntou:
Renata: Djalma, porque você está triste?
Eu: (Muito triste) Você não conta pra ninguém Renata?
Renata: Claro que não, eu juro.
Eu: É que hoje é meu aniversario também, e a professora não cantou parabéns pra mim.
Eu: (Muito triste) Você não conta pra ninguém Renata?
Renata: Claro que não, eu juro.
Eu: É que hoje é meu aniversario também, e a professora não cantou parabéns pra mim.
Talvez Renata estivesse com os dedos cruzados quando fez a promessa de não contar a ninguém, pois segundos depois lá estava ela contando para a professora que eu estava triste porque era meu aniversario também e não cantaram parabéns pra mim. A professora, com a cara mais inconformada possível, se levantou da cadeira e disse assim para todos:
Professora: Geeeeeeente, o Djalma ficou com dor de cotovelo (e enquanto isso ela esfregava o próprio cotovelo) porque só cantamos parabéns pro Diego. Vamos cantar parabéns pra ele também?
E com a voz mais mole do mundo ela começou um desanimante “Parabéns pra Você”, que lógico, foi imitado pela sala toda. Lembro-me que ela batia palmas com uma moleza incrível, enquanto entortava o olho pra cima em uma expressão de “Que saco esse menino!”.
Eu? Escutei esse “Parabéns pra Você” de cabeça baixa em minha carteira, forçando para não chorar. Senti-me muito humilhado, envergonhado. Fui motivo de “chacota” para os colegas o dia todo. A professora deixou bem claro para todos alunos da sala de aula que eu estava com “dor de cotovelo”.
Depois desse “Lindo Parabéns pra Você”, quem disse que eu conseguia receber próximos em minhas festas de aniversário? Minhas três festas seguidas de aniversario foram sem “Parabéns pra Você”, pois quando começavam cantar eu saia correndo e me trancava no quarto, e a coitada da minha Mãe ficava sem entender absolutamente nada, pois eu não tinha contado o fato para ela.
Até hoje é difícil receber a música “Parabéns pra Você” em minhas festas de aniversário. Confesso que na minha festa de 18 anos precisei segurar a mão de uma amiga enquanto todos esperavam para que eu “Apagasse as Velinhas”. Sinto muita vergonha, sinto como se não merecesse os “Parabéns”.
Acredito FIELMENTE na teoria de “Que aqui se faz, aqui se paga”. Deus fez o Planeta redondo para no ensinar que as coisas sempre param no mesmo lugar, mais cedo ou mais tarde. Digo isso, pois uns anos mais tarde entra uma nova aluna na escola que eu trabalhava. Essa aluna era filha da Professora que me humilhou. E agora o MELHOR de tudo, vocês não vão acreditar! Adivinhem em que dia a filha dessa Professora nasceu? Sim, no dia 01 de Junho, no dia do meu aniversário! Quando eu descobri isso destampei a rir descontroladamente. Ri muito mesmo! Imagina o terror dessa professora quando soubesse que eu era professor da menina. Ela ia morrer de medo que eu massacrasse a filha dela com um estrondoso “Parabéns pra Você”. Que nada, rs. Acredito que são nesses momentos que Deus nos coloca a prova. Sempre fiz questão de que em todo dia 01 de Junho cantassem “Parabéns pra Você” para essa menina, como para todos os outros alunos da sala em seus respectivos aniversários. Eu nunca cometeria o mesmo erro que minha Professora cometeu, nunca chegaria ao nível. Como já escreveu o mestre Roberto Bolaños (Chaves) “A vingança Nunca é Plena, Mata a Alma e a Envenena”, rs! Como também sempre me disse minha professora de Teatro: “Nossos alunos de hoje são nossos médicos de amanhã Djalma, cuide bem deles para depois eles cuidarem bem de você”, rs!
Ser professor não e fácil. É uma profissão delicada. Envolve dedicação, postura, destreza, amor, técnica, profissionalismo e VOCAÇÃO! Não é para qualquer um. Crianças são seres sensíveis, com alma pura e delicada. Não podemos pisoteá-las, esse é um pecado imperdoável. As crianças nunca deixam escapar nada, elas estão sempre atentas, “antenadas” no mundo que as rodeia, nesse mundo maluco e interessante. Se você parar pra ver, irá perceber que elas sabem mais sobre você do que você sobre elas. As crianças são decisivas, ou elas gostam ou elas não gostam. As crianças são uma lição de vida, que deve ser assistida e cuidada de perto. Para elas crescerem bem, fazerem o bem, SEMPRE!
Acredito FIELMENTE na teoria de “Que aqui se faz, aqui se paga”. Deus fez o Planeta redondo para no ensinar que as coisas sempre param no mesmo lugar, mais cedo ou mais tarde. Digo isso, pois uns anos mais tarde entra uma nova aluna na escola que eu trabalhava. Essa aluna era filha da Professora que me humilhou. E agora o MELHOR de tudo, vocês não vão acreditar! Adivinhem em que dia a filha dessa Professora nasceu? Sim, no dia 01 de Junho, no dia do meu aniversário! Quando eu descobri isso destampei a rir descontroladamente. Ri muito mesmo! Imagina o terror dessa professora quando soubesse que eu era professor da menina. Ela ia morrer de medo que eu massacrasse a filha dela com um estrondoso “Parabéns pra Você”. Que nada, rs. Acredito que são nesses momentos que Deus nos coloca a prova. Sempre fiz questão de que em todo dia 01 de Junho cantassem “Parabéns pra Você” para essa menina, como para todos os outros alunos da sala em seus respectivos aniversários. Eu nunca cometeria o mesmo erro que minha Professora cometeu, nunca chegaria ao nível. Como já escreveu o mestre Roberto Bolaños (Chaves) “A vingança Nunca é Plena, Mata a Alma e a Envenena”, rs! Como também sempre me disse minha professora de Teatro: “Nossos alunos de hoje são nossos médicos de amanhã Djalma, cuide bem deles para depois eles cuidarem bem de você”, rs!
Ser professor não e fácil. É uma profissão delicada. Envolve dedicação, postura, destreza, amor, técnica, profissionalismo e VOCAÇÃO! Não é para qualquer um. Crianças são seres sensíveis, com alma pura e delicada. Não podemos pisoteá-las, esse é um pecado imperdoável. As crianças nunca deixam escapar nada, elas estão sempre atentas, “antenadas” no mundo que as rodeia, nesse mundo maluco e interessante. Se você parar pra ver, irá perceber que elas sabem mais sobre você do que você sobre elas. As crianças são decisivas, ou elas gostam ou elas não gostam. As crianças são uma lição de vida, que deve ser assistida e cuidada de perto. Para elas crescerem bem, fazerem o bem, SEMPRE!

